Metodologia

Além de ser o ponto de partida do Programa de Excelência, a avaliação de cooperativas é essencial para orientação das Prefeituras Municipais e Órgãos de Meio Ambiente e Desenvolvimento Social na busca do aprimoramento do nível de qualidade da prestação de serviços de gestão pública integrada de resíduos sólidos oferecidos à sociedade civil numa gestão integrada e participativa com as cooperativas e/ou associações de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis.

CARACTERÍSTICAS

A avaliação de cooperativas deve ser:

SIMPLES: breve, direta, quantitativa e não permitir diversidade de interpretações.
ABRANGENTE: aplicável a qualquer Cooperativa, independentemente do seu porte, localização ou volume comercializado.
DINÂMICA: possibilitar aprimoramento, detalhamento, inclusão e exclusão de quesitos.

Apesar dos muitos obstáculos que ainda se apresentarão para a sua consolidação, o Programa de Excelência de Cooperativas – PECOOP evidenciará sinais de vitalidade e perspectivas promissoras de sustentabilidade para todas as organizações de catadores participantes. Entre os desafios, os principais são os seguintes:

Consolidação dos vínculos – Consolidação dos vínculos interpessoais e dos catadores com o modelo de gestão sócio produtivo, firmando os direitos e deveres dos associados e promovendo eventos que possibilitem maior integração dos catadores com a comunidade e sua valorização social;

Aumento da renda – Aumento e regularização da renda, com a remuneração dos serviços prestados à municipalidade e aos grandes geradores de resíduos recicláveis e com a articulação da associação com redes regionais de comercialização;

Expansão da base associativa – Ampliação do quadro de associados de forma significativa, como meio de ampliar a coleta e, inclusive, viabilizar a expansão da coleta seletiva a outros bairros;

Aquisição de habilidades básicas – Embora o projeto tenha ações específicas nessa direção, o domínio da leitura e da escrita e a aquisição de conhecimentos mínimos em matemática ainda despontam como fatores limitantes entre os catadores em seu processo de conquista de autonomia na gestão do empreendimento.

Fortalecimento da capacidade de autogestão – Envolvimento dos catadores na formulação de planos de médio e longo prazo para a associação e reforço das capacitações específicos em contabilidade, controle do movimento físico e financeiro da organização, computação e comunicação;

Capital de giro – Formação de capital de giro, com a venda imediata de todo o material reciclável que ingressa na associação (garrafas pet, papelão, latas de alumínio, plásticos de diferentes tipos, etc.);

Conquista de benefícios sociais – Garantir que os associados tenham acesso a benefícios como previdência social, alimentação, saúde e segurança do trabalho;

Conquista de sede própria – A obtenção de uma sede própria reduzirá as vulnerabilidades da associação, que opera em um espaço alugado pela prefeitura e está submetida, portanto, à vontade política dos gestores municipais.

Articulações e parcerias – Fortalecimento e ampliação das parcerias para entrega de materiais e apoio financeiro para capital de giro e aquisição de sede própria;

Fórum de representatividade – Fomento às atividades de participação em fóruns regionais e nacionais de resíduos sólidos, distribuídos pelo País.  

Na avaliação da cooperativa, serão avaliados sete eixos que norteiam a gestão básica da operação em busca da profissionalização e melhoria da produtividade e eficiência dos processos:

a)  Atendimento à Legislação (Requisitos Legais)   
b) Gestão de Pessoas
c) Gestão da Infraestrutura
d) Gestão de Processos e Procedimentos
e)    Responsabilidade Socioambiental
f)    Gestão de Resultados 
g)  Indicadores Quantitativos 

A metodologia de avaliação baseou-se nos estudos do perfil das cooperativas e da coleta seletiva da Funasa, Fundação Banco do Brasil, Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

A pontuação em que a Cooperativa obtiver, quando avaliada segundo os padrões do Programa de Excelência, deverá refletir o grau de comprometimento dos cooperados e sua direção com o seu negócio, com a sustentabilidade econômica social e ambiental da operação.

Assim, a Cooperativa que obtiver uma pontuação inferior a 50% da pontuação máxima possível poderá ser desligada da rede do Programa de Excelência, podendo ainda gerar um plano de melhoria para alcançar a pontuação mínima desejada pelo programa. Quando a Cooperativa obtiver pontuação superior a 80% dos pontos possíveis, ela poderá obter benefícios diferenciados, assim como ingressar no Programa de Melhores Práticas.